Porque ensino autoconhecimento e meditação no ambiente escolar

Smiling kindergarten teacher and children sitting in circle and meditating. Preschool activities and early childhood education concept. Vector illustration for banner, website, poster, advertisement.

Olá,

Neste post, inicio uma conversa sobre a minha escolha em ensinar Autoconhecimento e Meditação no contexto escolar. Sendo assim, este texto é apenas uma parte do relato completo que você poderá acessar em um link ao final desta página, caso tenha interesse, ok?

beijos e boa leitura!

Quando eu voltei para a sala de aula eu confesso que não pensei nos detalhes. Fiz uma escolha de emergência.

Ao mesmo tempo que sentia que tinha encontrado o meu caminho profissional me senti invadida por novas chefias e lideranças que não falavam a mesma língua que a minha, tampouco sonhavam os mesmos sonhos que eu.

Depois de insistir durante meses dando murro em ponta de faca resolvi soltar. Abrir mão da minha zona de conforto, do status da minha carreira no jornalismo e me voltei para uma carreira que eu até então julgava tranquila, a de professora.

Concursada há 14 anos em uma empresa pública assumi classes consideradas as piores da escola como professora substituta.

Achei que gostar de crianças bastava, mas percebi logo nos primeiros instantes que eu não fazia nenhuma ideia do que estava fazendo lá, tampouco o que fazer, o que ensinar e porque ensinar naqueles espaços.

Dentro dos meus conhecimentos sabia regras gramaticais, fotografia, arte, meditação, mas não sabia nada sobre a função de professor de educação básica, tampouco todo o seu conteúdo e saberes necessários.

Percebi ainda mais rápido, que se eu não criasse algo que ocupasse as seis horas de aula, logo seria engolida pelos mais de 32 alunos. Para quem não sabe, a criticidade e exigência dos pequenos são bem aguçadas.

Fiz algumas pesquisas com colegas professores e percebi que os meus alunos estavam muito defasados em conteúdo, sendo poucos alfabetizados no segundo ano no mês de novembro. Também soube pela gestão da Unidade Escolar que eles tiveram pouco, para não dizer qualquer respeito pelas outras professoras que tentaram liderar as atividades docentes.

Além disso, muitos se encontravam em estado de abandono pelas famílias, um aluno apresentava distúrbios psiquiátricos e um segundo espectro autista. Para chegar ao local eu precisava pegar dois ônibus, sendo necessário acordar às 5 da manhã para chegar às 7h ao trabalho.

Resumindo eu só queria fugir. Sair correndo, o mais rápido que conseguisse, mas fiz o mais simples: reclamei, lamentei e chorei.

Chorei durante uma semana perdida até me lembrar dessas técnicas de desenvolvimento pessoal que citei anteriormente.

Pensei que se eu unisse o lado do que eu tinha mais domínio, com o que eu não sabia tanto, poderia de alguma maneira fortalecer a autoestima das crianças e mostrar a elas que independente das dificuldades que passávamos poderíamos transformar aquela situação juntos, como amigos.

E assim fiz, iniciei um curso de yoga para crianças e adquiri um pin.

O Pin é um instrumento com um sino atrelado a uma base de madeira. O som emitido por ele ajuda a elevar a consciência durante a meditação, trazendo a atenção para a respiração e a calma.

Procurei também sempre conversar com eles afirmando que eles eram na realidade os melhores alunos da sala, comentava as evoluções, ensinei a respirar, a acalmar a mente, sobre a busca do autoconhecimento, dos talentos e propósito de diversas civilizações.

Contei experiências pessoais, mostrei fotos de viagens e lugares que poderiam conhecer. Realizei muitas rodas de conversa sobre temas comportamentais e familiares, a partir de suas solicitações.

Meditamos muito. Refletimos como lidar com as nossas emoções, paramos de estimular hábitos como a violência e a fofoca. Falei sobre os mistérios do universo, das escolas científicas que o estudam, inclusive a física quântica e eles foram se acalmando.

Prestando mais atenção. Me respeitando mais, porque os respeitava mais.

Em pouco tempo, a minha postura, porém assertiva, já surtia efeitos.

Muitos professores comentaram o quanto a turma estava mais calma, mais entusiasmada, e, assim, fui me sentindo mais confiante para continuar.

Como afirmou o guru indiano OSHO em O livro da Transformação, “O esplendor de uma pessoa que descobriu tudo o que se passa dentro dela é extraordinário porque, ao se tornar consciente, tudo o que é falso desaparece e tudo o que é real desabrocha. Exceto isso, não existe qualquer transformação radical possível. Nenhuma religião pode lhe dar isso, nenhum messias pode lhe dar isso. É um presente que você tem que se dar”.

Assim, fui reproduzindo esse processo nos demais espaços educativos que lecionei. Depois de muito analisar considerei justo compartilhar esse conhecimento e dizer que é possível sim, potencializar o desenvolvimento amplo do ser humano, por meio de ferramentas voltadas para autoconhecimento.

Para continuar lendo o meu relato sobre porque ensino autoconhecimento e meditação na escola clique aqui Ensinar meditação na escola transforma vidas

Yve de Oliveira

 

 

 

 

 

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