Sobre renovar a ideia de amor

Alguns amores são como sonhos. Projeções egoicas das nossas expectativas: Só sobrevivem enquanto a ilusão persiste. É difícil perceber o maniqueísmo do ego ressentido lutando mais por uma ideia de romance do que realmente por estar amando sozinho.

A libertação chega quando a máscara cai.

A nossa.

Quando o modelo de príncipe/princesa encantada se vai.

Quando assumimos o medo da solidão, quando vemos no fracasso uma forma de redenção. Quando vivemos o luto da separação.

Há vezes, que idealizamos tanto o tipo ideal que o outro se torna apenas um objeto que “tem que ser assim ou assado” para atender a emergência da nossa ignorância. E ai se não atender!

Muitas vezes deixar o outro ir é um ato mais amoroso do que todo um tempão de relacionamento. Isso dói, mas passa. O autoconhecimento derruba as barreiras da frustração e cura as feridas.

Existem ainda separações que fazem bem, principalmente às mulheres. Afinam o corpo, trazem leveza às rugas, trazem entusiasmo para atividades físicas e chegam até a transformar completamente vários campos da vida material da pessoa, incluindo a sua prosperidade financeira.

Até que um dia, sem avisar, o amor resolve dar as caras para o nosso ser desperto e é aí, longe das mágoas, ressentimentos, raivas e vinganças, que o verdadeiro aprendizado afetivo pode começar.

Pois é, o ‘feliz para sempre’ parece estar mesmo além das formalidades, dentro de nós.

Texto: Yve de Oliveira

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