Sobre a experiência com a maternidade

Hoje perdi a conexão com a poesia rasa e (des) criei a necessidade de falar de amor do jeito que você espera.
Porque o amor não tem nada de romântico, nem poético.
Amor, meu caro, é selvagem
sanguíneo,
inconsequente.
Arde,
queima,
dói.
Meu querido, amor é explosão.
É supernova.
É um vulcão em erupção.
Amor é descontrole.
Desenraizamento.
É ‘rio’ correndo no firmamento,
ou em nossas veias.
Já a ação, o amar é permissão.
É toda essa intensidade fluindo sem qualquer comedimento.
Para além de qualquer análise sintática ou morfológica, o amor é o alimento da nossa existência, da cocriação.
É o que nos move na realização do que e de quem somos.
É o que faz com que a vida aconteça incessantemente.

Texto e foto: Yve de Oliveira

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