autoconhecimento

Sobre as polaridades das nossas emoções

Das maldades humanas tenho compaixão, noutras vezes raiva. Porém, com a energia da raiva eu escolhi correr ao menos 5 km diários ou levantar sem ajuda, os móveis pesados do meu quarto quando quero mudá-los de lugar.

Ah, e faço bom uso na mastigação, triturando os alimentos mais densos com energia e efetividade.

Com a energia da raiva mulheres fazem nascer seus filhos há milênios. Outras carregam tijolos pesados para construir suas casas. Muitas ainda, esfregam as roupas dos seus nos tanques do exílio.

Tem quem com essa força, assente a massa de pães caseiros, amacie o bife no jantar ou até transforme em canção a força esfuziante das pancadas das baquetas em uma bateria.

Sem dúvida, optaram por potencializar o melhor de uma emoção genuína.

Mesmo sabendo do desejo dantesco das pessoas más decidi jamais deixar que façam de mim um instrumento de terror.

Me tornei uma anti-heroína das polarizações contemporâneas, humanamente sensível.

Se você for realmente atento na busca de si perceberá o quanto suas sombras saltam através das atitudes das outras pessoas.

Das memórias densas, dos medos, das inquietações, das raivas, das frustrações.

Como no mito da Medusa (quem quer que olhasse para ela era transformado em pedra), a verdadeira vitória nasce da reflexão e na aceitação da nossa imperfeição.

Texto e foto: Yve de Oliveira

 

 

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