Das Egotrips contemporâneas

Venho aprendendo com o exercício da empatia que existem realmente muitas dimensões de entendimento nesta realidade que habitamos.

As minhas escolhas, desejos, conceitos são apenas pautados no que eu já posso ser e ver.

Por mais que eu tenha sonhos, ideologias e planos perfeitos para o meu país ele nunca será compartilhado de forma completamente idêntica com outro ser, quiçá com 207 milhões, apenas e justamente porque somos sócio-culturalmente únicos.

A minha visão de justo, bom, coletivo, amoroso, respeitoso passa por olhares de sociólogos, educadores, antropólogos, filósofos, pessoas massa como Jesus Cristo e a minha família. Porém e apenas, a minha possibilidade de compreensão delas.

Tudo o que eu ouvi, li e observei foi digerido por mim durante muitos anos, encarnações e infelizmente, mesmo tendo tomado parte desse suco de sabedoria ainda não consegui assimilar a sua totalidade para poder me intitular a dona de qualquer verdade.

Nunca quis ser uma mártir, mas já me iludi imaginando poder salvar algumas pessoas da dor, tristeza, ignorância.

Ilusão egóica de alguém que não sabia reconhecer a revolução da individualidade.

Da potência caótica que é a criação e o criador, esse Deus que acredito me ensina diariamente que só posso amadurecer a mim mesma e amar, em tal grau e força, que transbordando os outros possam se beneficiar. Claro, se assim quiserem.

O restante são utopias, sarcasmo, frustrações, orgulho e mágoas recém curadas, partes da sombra que não excluo mais.

Acolho minha luz e minha sombra com o mesmo amor com a qual fui ninada ao nascer!

No meu ponto de vista, a vida deve ser pautada em infinita gratidão.

Foto e texto Yve Oliveira

 

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