Sobre as marcas da pós gestação

IMG_20181105_214944_592Quando a gente gesta uma criança, gesta um sonho.

Um sonho que cresce, estica a pele, alarga o corpo, deixa marcas.

Quando somos jovens, eu tinha 24, o corpo é tudo o que vemos, tudo o que achamos que temos.

Por ele e sua estética suportamos dietas, opiniões alheias, superexposição.

Ignoramos a causa: quem somos.

Os 33kg adquiridos na gestação do meu filho não passaram despercebidos.

Alargaram a cintura, curvaram a coluna, o pescoço, pintaram o meu abdômen com um sorriso e trilhas cor de rosa.

Não era chapada. Nunca fui. Porém, demorei 14 anos para poder reencontrar meu peso ideal e aceitar como sou: imperfeita. Fora dos padrões.

Longe de me tornar uma mina fitness, agora aos 38, permiti ao meu corpo moldar-se naturalmente.

Acomodar-se com calma, a fim de reencontrar a mulher que existia e ainda existe além da mãe.

Minha leveza é o meu ponto de equilíbrio e a minha verdadeira beleza.

Texto e foto: Yve de Oliveira

Autor: Lugar de Fala

Este espaço reflete o meu Lugar de Fala na forma de poemas, entrevistas, fotografias e podcasts. Acabei de lançar um livro Yo Você We - Minhas Experiências com o Amor e apresento um programa ao vivo no Instagram Stories chamado Lives de Segunda ( Todas as segundas-feiras, às 20h30)

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