Dois Sóis

E entre nuvens, hoje o céu me apareceu mais claro.

Os ventos também mudaram com movimentos lentos e calmos.

Até os assobios entre os prédios nas noites de lua clara

Transportavam a língua das metamorfoses para o etéreo.

Trazendo uma vida com mais sabor, mais amor, mais paz.

Era um mistério.

Um elo entre o visível e o intangível.

Fazendo com que tudo me parecesse interessantemente renovado,

Inclusive o brilho dos faróis abertos.

O ente, o entre e o meu ventre.

A linha tênue entre o antes e o durante.

Uma forte e incessante alma amante.

Envolvida, magnífica,

Pela pura imensidão das horas errantes.

Foto e texto: Yve de Oliveira

 

 

 

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