No Zen

Trombei com a liberdade e me percebi nua.
Sem qualquer amarra que me convencesse a usar o teu discurso rançoso e inexpressivo.
Você era o fim e o início no banco do carona.
Caçando um jeito, um convencimento,
tecendo olhares,
aprofundando conceitos,
perseguindo vontades.
Enquanto guitarras gritavam no entorno, seu contorno era feito um olhar lisérgico
que perseguia insistente a fúria da minha gargalhada.
Era uma trilha em lá maior.

Texto e foto: Yve de Oliveira

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