Interceptando

O jornalismo brasileiro precisa ser capaz de relatar fatos e informações sem fomentar novelas ideológicas.

Já deu esse lance de nos dividir, de jogar as pessoas umas contra as outras. Principalmente, quando os fatos novos vêm de organismos fora do mainstream como no caso do Intercept.

É preciso perceber que estamos todos no mesmo barco e que existe um viés mais amplo do que nosso ponto de vista.

Acontece que quando falam de quem eu gosto eu vocifero, vomito meus ódios e revoltas na ânsia de defender a minha posição pública.

Quando é de quem eu não apoio, então aponto, julgo, jogo a lenha na fogueira, faço festa e tripudio sem consciência. Porém, a verdade, aquela lá, arquetípica, sempre aparecerá para qualquer indivíduo, em qualquer situação.

O ponto é que nem sempre gostaremos dela.

Eu mesma, muitas vezes, tive que aceitar realidades que não faziam parte das fantasias que eu projetava, tanto em situações pessoais, quanto profissionais. É claro que à princípio não lidei bem com as ruínas das minhas ilusões, mas refletindo percebi os aprendizados subliminarmente postos.

Percebi que estava imatura para ver, perceber, fazer e ser no mundo.

Como comunicadora gosto de ouvir todos os lados, assisto entrevistas de qualquer cidadão e posicionamento político, sem qualquer problema no estômago; Gosto de analisar metodicamente todos os prós e contras.

Neste movimento, às vezes eu confirmo minhas convicções, noutras volto duas casinhas para trás no “Jogo da Vida”. Afinal, verdade é verdade e ponto, não é mesmo? Doa a quem doer. Até a verdade de quem eu sou ou acho que sou.

Texto e foto: Yve de Oliveira

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